quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Se é isso que chamam de amor...
" Acho que já não sou a mesma, aquela de dois meses atrás. Não é só o cabelo solto, os óculos que agora só uso para ler. Não é só uma coisa de me ver a todo instante no espelho, procurando um jeito de ficar mais bonita. Não é só isso. É muito mais. É essa coisa grande, imensa, que começa aqui dentro do peito e vai pra dentro do pensamento, e não mais sai de lá e ocupa toda a sua vida, o tempo todo, e tu não consegue mais ser dona de nada. Se é isso que chamam de amor, tenho certeza, uma certeza até irritante de tão certa, que estou apaixonanda, e desejo mais que tudo ser correspondida nesse sentimento... "
Um amor digno de filme
Eu gostaria de viver em uma comédia romântica, conheceria um cara e, uma semana depois, ele mudaria minha vida inteira. Teríamos um romance engraçado, porém bonito, mas, de repente, iríamos sofrer um certo abalo nisso tudo, iria ter lagrimas e tudo digno de filme..., até que um dia, resolvo fugir da minha cidade para parar de sofrer e, ele, para não perder meu amor, iria sair correndo e dizer, no aeroporto, uma simples frase "Eu te amo e quero você aqui para sempre", aí teria a cena do beijo e os créditos finais. O típico amor de filme... por quê ele não acontece na vida real?
Será? Será que conseguimos realmente esconder e enterrar um grande amor dentro de poemas e poesias? Embaixo de fotos, lembranças e uma amizade tola vou morrendo por dentro numa tentativa falhada deixar de lado aquilo que nitidamente faz parte de mim ainda hoje. Amor, ou era eterno ou não era amor. E entre essas palavras de Nelson Rodrigues viajo pelo meu passado e vejo que platônicos foram meus amores, um tanto intensos, mas muito superficiais. Menos um, o eterno. Primeiro grande amor, de história de filme, amor de criança, que parecia impossível. Tão inocente e tão envolvente, aquele amor que me fez passar noites em claro só de pensar quando iríamos nos ver, e nos ver denovo. Aquele amor que me fazia suar só de ver minhas mãos junto as suas. Aquele que me pegou no colo e me chamou de "Minha". Amor este que tantas vezes foi meu refúgio, minha única saída, meu único amigo e meu ombro pra chorar. De onde vinha minha calma, mas também de onde vinha minha preocupação. Aquele que fora o mais intenso dos amores, o maior e o mais verdadeiro. Peço todos dias para que não se esconda mais de mim, mas em meio a risadas e ironias vai se afastando. Afastando de minhas mãos, afastando-se do meu presente. Ainda o quero; meu anjo. Seu olhar ao me ver pela primeira vez eu ainda lembro, seu jeito carinhoso e, principalmente sua paciência me deixavam constantemente silenciada. Queria que tudo voltasse a ser como era... Cartas, surpresas, histórias, desejo e saudade.
Mais? Não.

Por quê? Eu não sei. Foram tantos os caminhos e promessas, destinos e ilusões, tantas, mas tantas coisas misturadas, que hoje, não sei mais a decisão final. Dependendo do seu ponto de vista, posso ser fria, grossa e estúpida, muitas vezes, isso faz bem, ao corpo humano. Um dia, eu estava sonhando, mas não era com algo concreto, minha visão estava obscura. Segurei em algo firme ao meu lado, me apoiei ali e fui descobrindo o passado, mas ao mesmo tempo, prevendo o futuro. Sempre, dentro de mim. Como sempre falei, nada é por acaso, como sempre vivi, nada é errado. Como assim, nada é errado? Somos humanos e como todos os outros, erramos. Será que eu existo? À fim de querer algo nessa vida, tão sombria? Talvez sim, talvez não. Sempre o que eu escrevo, causa uma impressão de não entender nada, sempre. Mas como são minhas palavras, gosto que seja assim e que ninguém entenda mesmo, faz parte de mim. Podemos dizer que a paz, permanece no pensamento, mas e nos atos? Será que alguém vai perceber isso algum dia? Será que todos nós não podemos ser fortes e parar um pouco de causar tanta tragédia? Uma resposta para tudo isso? Aquele bom e velho: Não. Somos julgados, colocados contra as paredes e mesmo assim, continuamos a luta, querendo ganhar sempre, ficar no topo da vida de um verdadeiro.Nada. Não me defino diferente de vocês, hipócritas, mas sei que um dia vou poder sentir a vontade dentro de mim, de mudar. Queria um fim. Queria um começo. Não, o fim sempre é triste. Pois então, tristes são aqueles que não tem amor no coração, não conseguem amar à si mesmo, tristes são vocês, que não sabem olhar para o próprio nariz. Não quero julgar você, sua família e derivados, apenas pense comigo. Um dia, tudo isso irá de mudar. Sou e não sou, como vocês, mas não me defino de um jeito desleal e injusto com a humanidade. Não gostou? Bate palma para eles, que amam rir de vocês.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009



Estou tentando escrever algo para ti há muito tempo, mas não sai nada bonito. Sabe, eu te amo muito e tu sabes disso. Morro de ciuminhos, mas tento esconder bem. Coloco minha “Caixinha do Ge”, onde guardo tudo o que faço sobre/para ti, no meu antigo santuário pagão, porque voltei a acreditar num Deus Grego você. Dizer que sinto sua falta, praticamente tudo a minha volta me lembra você e que tu alimenta meus pensamentos pervertidos não é novidade. Novidade é que não sou parcialmente sua, mas sim quanto tu quiser. Se não me desejar, não me terás. Se deseja parcialmente, parcialmente terás e se for inteira. Tu sabes. Mas, bem, tu é meu Muso Deus Grego Japones. Te fazer rir me faz bem. Te ver feliz também. Sinto-me uma sortuda por ter te conhecido bem, principalmente porque o destino fez com que eu soubesse da sua existência, de um jeito ou do outro. Mas o melhor é esse modo, pois não sou apenas a ouvinte, que sabe pelos outros como tu és encantador.



Não há nada de concreto entre nossos lábios. Só um muro de batom e frases sem fim.É que tudo se divide, todos se separam. A diferença é o temos em comum.Holofotes nos meus olhos, cegam mais do que iluminam. Nem caiu a ficha e já caiu a ligação.Que a chuva traga alívio imediato.


Toda máscara tem duas aberturas na área dos olhos, para que, mesmo quando privamos o mundo de ver nossa verdadeira face, consigamos, mesmo assim, enxergar. Com a idade, as pessoas vão, aos poucos descobrindo que é tão cômodo, é tão mais seguro esconder a fisionomia, que passam a achar que não vale mesmo a pena presentear o mundo com transparência. No entanto, são justamente os olhos que desmentem as máscaras. Eles estão e estarão para sempre lá, descobertos. E eu, da mesma forma que você, mesmo vivendo num interminável baile de máscaras, já aprendi a olhar através da porcelana, a fitar os olhos tristes que estão logo acima do sorriso radiante. No entanto, o que eu enxergava era tão bonito que me parecia apenas a mais bela máscara do baile, uma plástica distração que me transformaria em joguete, hipnotizado por aquela face que ostentava dolorosa beleza. Até hoje apalpo teu rosto procurando emendas, desníveis, vestígios de cola ou encaixes bem-feitos, sem sucesso algum. Me deixei ser levado por tamanho encanto, e sigo flutuando em simples nuances de voz, sussuros inesperados e intrincados escritos. Abriu-se uma roda. Somos o par que dança alegremente entre os mascarados, sentindo na pele do rosto a brisa de lança-perfume que faz parar o tempo, devidamente despidos das máscaras.